Quem foi, quem é ou quem deveria ser o Diabo?
A Bíblia, particularmente o Novo testamento fala sobre a
figura de uma entidade chamada Diabo, e essa criatura povoou o imaginário
cristão por séculos. João, em seu Evangelho, cita o Diabo como alguém que “vem
pecando desde o princípio do mundo”, e Paulo de Tarso o cita como um criador de
armadilhas para a alma, na sua carta a Efésios. O Livro de Jó faz referência a
um anjo que podia entrar e sair do Céu quando quisesse, chegando ao ponto de um
dia Deus convocar todos os anjos pra uma conversa e entre eles, lá estava
Satanás. O Diabo, como a criatura inimiga da humanidade só é citada no Novo
Testamento, pois no antigo, ele era uma entidade desconhecida. Dá pra ver que
no Livro do Gênesis, Adão e Eva não foram enganados pelo diabo, mas como bem
disse o versículo 1 do capítulo 2: “A Serpente, mais sagaz que todos os animais
selváticos feitos por Deus...”, Adão e Eva foram enganados por uma serpente,
tanto que Deus a condenou mais tarde a andar sobre seu ventre, sugerindo o
texto, que ela tinhas patas antes disso. Mesmo a palavra Satã ocorre no velho
testamento, mas sendo usada para se atribuir a alguma pessoa comum, quase
sempre rivais de Davi ou de Salomão.
A sua origem incerta está no famoso
trecho de Ezequiel Cap. 28, Vers. 12: “Estiveste
no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura:
sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo,
esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em
que foste criado foram preparados.
Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.
Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.” Usam esse texto para afirmar que a Bíblia endossa a origem de Lúcifer, entretanto basta uma olhada rápida no versículo anterior que teremos a indicação de que isso não é verdade: “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.” Ezequiel 28:12. Logo se vê que o texto era uma profecia ao Rei de Tiro, não uma origem de Lúcifer. E aí em Isaías 14:12 a 14, usam para completar àquela primeira, vejam bem: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." Contudo o título da matéria está claramente falando sobre a queda da Babilônia, não do diabo: A palavra Lúcifer, ou hêlêl, ou no latim Lux fero, que dizer “Estrela da manhã”, fazendo uma referência à Babilônia como a maior estrela do céu noturno, que era o planeta Vênus, por isso se algum espírito baixar e dizer que é arauto de Lúcifer, não existe, nem nunca existirá um ser chamado Lúcifer, a não ser São Lúcifer, bispo de Cagliari, inimigo de São Jerônimo, primeiro tradutor da Bíblia e criador da confusão com o nome do Diabo, justamente por causa do seu desafeto.
Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.
Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti.” Usam esse texto para afirmar que a Bíblia endossa a origem de Lúcifer, entretanto basta uma olhada rápida no versículo anterior que teremos a indicação de que isso não é verdade: “Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.” Ezequiel 28:12. Logo se vê que o texto era uma profecia ao Rei de Tiro, não uma origem de Lúcifer. E aí em Isaías 14:12 a 14, usam para completar àquela primeira, vejam bem: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." Contudo o título da matéria está claramente falando sobre a queda da Babilônia, não do diabo: A palavra Lúcifer, ou hêlêl, ou no latim Lux fero, que dizer “Estrela da manhã”, fazendo uma referência à Babilônia como a maior estrela do céu noturno, que era o planeta Vênus, por isso se algum espírito baixar e dizer que é arauto de Lúcifer, não existe, nem nunca existirá um ser chamado Lúcifer, a não ser São Lúcifer, bispo de Cagliari, inimigo de São Jerônimo, primeiro tradutor da Bíblia e criador da confusão com o nome do Diabo, justamente por causa do seu desafeto.
Trazendo isso para o cristianismo, os primeiros cristãos começaram a
imaginar uma figura anti-cristã, que mora no inferno, tendo como base o Hades
da mitologia romana. Os primeiros demônios cristãos tinham a aparência dos
leões e dos gladiadores, pois eram seus principais algozes. Mas foi no I
Concílio de Toledo em 397 é que, para demonizar e acabar de vez com a imagem
dos últimos deuses pagãos, a Igreja já legalizada e fortalecida, transformou o
deus grego da sexualidade, Pã, o touro de Mitra, em figuras padrão do diabo:
cascos, chifres e rabo, e estava formada de vez a mitologia do Diabo, que iria
permanecer até hoje no coração dos cristãos, principalmente evangélicos que em
seu vocabulário, aparece mais a palavra Diabo, do que Jesus.
Se você gostou desse texto, comente.

Comentários
Postar um comentário